sábado, 2 de maio de 2015

O vales neblínicos de ontem estão hoje inundados por uma luz coada

2 de Maio de 2015
(Serra da Lousã)

... uma luz coada por nuvens altas que deixa ver o que a neblina ontem escondia


Um caminho na cota dos 850 m.






Oa fundo, na linha do horizonte, a serra do Caramulo


E, às tantas, numa curva do caminho ... veio mesmo a calhar.


Encostei a bike


e  acompanhei a água com um pão de leite (comprado pela manhã no mercado, enquanto esperava que me amanhassem os dois robalos que vou grelhar logo temperados com sal e alecrim, acompanhado com uns brócolos com batatas novas e regado com Quinta de Currais tinto, nem muito bom, nem muito mau, mas em conta) com marmelada.
Chegado às eólicas, tinha subido o que tinha que subir. Na serra, primeiro sobe-se e, depois, desce-se. Era tempo de ir por ali abaixo até Cabanões.






sexta-feira, 1 de maio de 2015

Os vales brancos e neblínicos da serra da Lousã

1 de Maio de 2015
(Serra da Lousã)

Neblínicos? Vales neblínicos !!! Mas que raio é que isto quer dizer?
Bom, é o primeiro de Maio de 2015. Chuvisca, a neblina encaixada nos vales vai subindo ao longo da manhã, está tudo sossegado e branco, tudo à volta  tem contornos difusos pouco nítidos, não vi veados nem javalis, apenas as suas pegadas na lama, ouvi um cuco ...


Para chegar a este vale branco e neblínico atravessa-se uma floresta também neblínica mas mais escura e esverdeada


Os vales são neblínicos para o lado de baixo e para o lado de cima.


A carqueja em flor (que a minha avó punha no coelho de cebolada) em primeiro plano a emoldurar o vale branco e neblínico.



a bela da carqueja


e as torgas roxas, e as giestas brancas ...


Gosto de pedalar sobre os vales brancos e neblínicos e sob chuva miudinha





terça-feira, 28 de abril de 2015

O dia tem que começar de alguma maneira

28 de Abril de 2015
(Serra da Lousã)

Mais um pouco e chegava ao Candal mas já passa das 8 e há muito que teclar ainda hoje. O friozinho da subida aliado aos aromas intensos dos arbustos floridos já me ligaram os "circuitos de recompensa" por hoje.







domingo, 19 de abril de 2015

Belas e atrevidas

Serra da Lousã
(19 de Abril 2015)

Um atrevimento. Na paisagem a perder de vista são as únicas. Rodeadas de pedras, nojeiras, silvas ...

Vi uma roxa


e uma amarela





sábado, 18 de abril de 2015

Abril, águas, cores e aromas mil

Serra da Lousã
(18 Abril 2015)

Subida até Vale Nogueira, continuar a subir pelo vale da ribeira da Fórnea, dar a volta e regressar por Vale Nogueira. Plano cumprido, pouco mais do que 30 Km, cerca de 700 m de acumulado, 4 ou 5 cargas de água em cima intervaladas com céu azul e Sol intenso e ... cores e aromas na floresta de cortar a respiração.

Estrada de aslfato nova até Vale Nogueira


Enquanto subia, notava a sombra negra no céu que se aproximava de Este. De súbito, enquanto tirava umas fotos para o vale, tenho a sensação de estar a ser observado. Olho para o lado e. ... parece haver ali qualquer coisa


lá estavam elas, as três a olhar para mim, em silêncio


Logo à entrada de Vale Nogueira: o chafariz com os azuis e laranjas a contrastar com o alto relevo da bica



do largo do chafariz via-se o céu carregado sobre a Lousã


às tantas cai uma carga de água daquelas que faz ricochete no chão.  Passa uma mulher a puxar duas cabras que me sugere um abrigo na capela ali ao lado. Continuei a subida mal adivinhei a bonança depois da tempestade.


O melhor estava para vir. Estava na expectativa de ver a neblina a evaporar a partir do chão e por entre as árvores.


De ver as cor es nítidas que se vêem depois de uma bela chuvada


Uma com a bike


Quase a chegar onde queria dar a volta.




Mais uma carga de água em cima e mais umas pedaladas ao Sol para secar antes de começar a descida e levar com outra carga de água mas desta vez acompanhada de uma banho de lama pelo outro lado, o lado de baixo.








terça-feira, 14 de abril de 2015

Aldeia "fantasma" - Serra da Lousã

Serra da Lousã
(Março 2012)

Tantas vezes por ali tinha passado, naquele caminho, sem dar por ela, em baixo a meio da encosta.



A aldeia abandonada do Franco de Cima. As ruínas da aldeia. Já tinha ouvido falar mas nunca a descobrira. Agora, quando por ali passo torna-se óbvio. Mas, como acontece tantas vezes, o óbvio só o é depois de o ter sido pela primeira vez.


O "descobrimento" começou lá mais em baixo. Por aqui, por este vale, vamos encontrar a aldeia - disse para o meu companheiro Armando. Ele seguiu-me, passámos um ribeiro


e, percebemos que havia por ali um caminho. Seguimo-lo até darmos com os primeiros muros de pedra





Cá estava, o Franco de Cima.


As paredes de pedra das casas ainda de pé mas os telhados caídos. A vegetação cobria as ruínas



Os troncos e raízes das árvores que entravam por portas e janelas, lembrando jibóias, davam a impressão de estarmos na selva Tailandesa num qualquer tempo abandonado (é o que dá ver a National Geographic)


De súbito vem uma chuva miudinha pelo vale acima, uma "morrinha" como costuma dizer o meu pai.  Torna tudo branco e húmido. Começa por salpicar a cara e, lentamente, vai ensopando tudo.


Hora de ir embora, estava encontrado o caminho terrestre para o Franco de cima. Qual Bartolomeu Dias, pedalei dali para fora com a sensação de ter dobrado mais um cabo.

domingo, 12 de abril de 2015

Amarelo e outras cores

Serra da Lousã
(12 de Abril de 2015)

Rapidamente pela serra acima. A ideia é percorrer o caminho sob o vale do Central para ver a urze e olhar para longe. E, talvez, veados.


É um belo caminho a cerca de 950 m de altitude.


O que eu andei pr'aqui chegar.

Ao contrário do habitual, pedalava com pressa pela serra acima. Tinha que passar para o lado de lá. Para o vale entre o Trevim (na fotografia em cima com as antenas) e o seu pico gémeo, o St. António da Neve.


Um bidão de água e um pão com marmelada depois, cheguei. Lá está a povoação do Central, e em cima, o St. António da Neve


A carqueja em flor cobre as encostas. Noutras zonas mistura-se com as torgas lilás.


A ventania que fazia sabia bem, ligeiramente quente trazia aromas misturados das flores que cobriam as encostas. Um cocktail aromático complexo que acompanhou o segundo pão com marmelada.

Depois, há a distância.


O olhar ao longe