Em 5 de Outubro de 2013 pedalei para a troposfera.
Serra da Lousã
Uma descolagem lenta com fraca visibilidade que suadamente se transformou numa subida vigorosa até ao céu azul da estratosfera.
Aqui, verifiquei os pontos de referência (serra do Caramulo no horizonte OK) reabasteci com uma banana
e entrei em velocidade de cruzeiro
por tempo indeterminado.
Houston we have a problem: os raios ultra violeta estão a danificar a fuselagem, sobretudo na zona do pescoço, orelhas e couro cabeludo.
Here Houston: received you stupid, quem te mandou cortar o cabelo antes de ires para aí? Trata mas é de aferir da rota de descida no GPS.
Confirmada a descida com aterragem na Lousã e passagem pela aldeia do Gondramaz de modo a evitar a cintura de asteróides da estrada de Cacilhas e prevenir colisões potencialmente geradoras de problemas (desde que arranjaram a estrada jipes e carrinhas orbitam por ali em rotas caóticas).
Houston, preparing to land, I´m about to enter the clouds, loose contact in 12 seconds ... 11, 10, 9 ... 5 ...
A memória das pedaladas. Foi esta a principal razão. O blog é, assim, uma espécie de dispositivo virtual de reforço sináptico.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
As primeiras de 2015
As primeira pedaladas de 2015, dia 3 Sábado azul e zero graus centígrados.
Saída da Lousã e subida da serra por Vale Nogueira. Encosta Norte. Um Sol brilhante,a começar a espreitar por detrás da serra, céu azul límpido, geada nas zonas à sombra, nas folhas e no caminho, zero graus centígrados, o friozinho a meter-se por todo o corpo, tudo calmo, ninguém se vê e não se ouvem ruídos, nem cães a ladrar.
O primeiro encontro imediato do terceiro grau foi com este espécimen. Olhou para a câmara, posou durante 1 segundo (vá lá, já está?)
e voltou à sua vida; encher a pança de erva
Planalto do Pessegueiro e marco geodésico. Gosto muito deste local, um prado em altitude (cerca de 700 m) onde, noutras voltas, vi várias vezes veados a pastar
Mais acima a floresta é exuberante
Entro na zona densa de Abetos que fecham o caminho numa abóbada e dou a volta para descer pelo terreiro das Bruxas, passando aos 800m por um carvalhal que filtra o Sol, vislumbrando-se o vale cá em baixo.
Pedalar dois a três km em plano no carvalhal, vestir o corta-vento, puxar o lenço para o nariz e embalar pela estrada das Hortas abaixo a velocidades que dependem do estado de espírito e do gelo no chão, passando pelo Terreiro das Bruxas, até à Lousã.
Saída da Lousã e subida da serra por Vale Nogueira. Encosta Norte. Um Sol brilhante,a começar a espreitar por detrás da serra, céu azul límpido, geada nas zonas à sombra, nas folhas e no caminho, zero graus centígrados, o friozinho a meter-se por todo o corpo, tudo calmo, ninguém se vê e não se ouvem ruídos, nem cães a ladrar.
O primeiro encontro imediato do terceiro grau foi com este espécimen. Olhou para a câmara, posou durante 1 segundo (vá lá, já está?)
e voltou à sua vida; encher a pança de erva
Planalto do Pessegueiro e marco geodésico. Gosto muito deste local, um prado em altitude (cerca de 700 m) onde, noutras voltas, vi várias vezes veados a pastar
Mais acima a floresta é exuberante
Entro na zona densa de Abetos que fecham o caminho numa abóbada e dou a volta para descer pelo terreiro das Bruxas, passando aos 800m por um carvalhal que filtra o Sol, vislumbrando-se o vale cá em baixo.
Pedalar dois a três km em plano no carvalhal, vestir o corta-vento, puxar o lenço para o nariz e embalar pela estrada das Hortas abaixo a velocidades que dependem do estado de espírito e do gelo no chão, passando pelo Terreiro das Bruxas, até à Lousã.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Junho na serra (da Lousã)
Junho de 2012
(O verde e as sombras)
Junho 2013
(o verde, as sombras e as neblinas)
Junho 2014
(o verde, as sombras, as neblinas e os azuis)
(O verde e as sombras)
Junho 2013
(o verde, as sombras e as neblinas)
Junho 2014
(o verde, as sombras, as neblinas e os azuis)
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Serra da Lousã - nevoeiro na floresta
Estradão a meia-encosta (600 m altitude) em Fevereiro de 2012.
Pedalo muito por aqui; com nevoeiro, chuva, sol, poças de água, vento ... Nos dias de nevoeiro parece que os animais andam menos atentos. Um dia, ouço um trote na floresta muito perto. Um trote num outro local seria apenas um trote mas aqui, no silêncio, foi um grande susto. Olho e vejo de fugida um veado. Andaria por ali, tal como eu nas calmas e em silêncio. Acho que nos assustámos mutuamente.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Absurdo
Dezembro 2014, Serra da Lousã
A Serra da Estrela lá tão longe e a carqueja aqui tão perto
Showing off the helmet ( ah ah, Louis Garneau !) à entrada da Lousã
Is there anybody out there?
Must be somebody somewhere
Is there anybody out there
who can rescue me?
When I find myself in times ...
... there will be no answer, let it be
let it be, let it be, let it be, let it be
Move your ass ... the bus is not coming.
No comments, it´s just the bike and trees. Some are alive, others are dead.
Dead and blue
Ceci n'est pas unepipe table
São as silvas e o frio, não as pedras. Os contratempos.
A Serra da Estrela lá tão longe e a carqueja aqui tão perto
Showing off the helmet ( ah ah, Louis Garneau !) à entrada da Lousã
Is there anybody out there?
Must be somebody somewhere
Is there anybody out there
who can rescue me?
When I find myself in times ...
... there will be no answer, let it be
let it be, let it be, let it be, let it be
Move your ass ... the bus is not coming.
No comments, it´s just the bike and trees. Some are alive, others are dead.
Dead and blue
Ceci n'est pas une
Dezembro no vale ribeira S. João -serra da Lousã
13 e 14 de Dezembro de 2014
Depois dos dias frios e secos, as primeiras chuvas tornam o vale da ribeira de S. João num local com tectos de neblina sob as encostas acastanhadas das folhas mortas caídas dos carvalhos e dos castanheiros, contrastando com os verdes dos pinheiros e das acácias.
A neblina insinua-se pelos vales confluentes.
Mais acima, já fora do vale e ... dentro da neblina.
No dia seguinte subi de novo a serra até ao planalto central, até à Catraia da Ti Joaquina. Desci pelo estradão que passa no Terreiro das Bruxas ...
... com vistas para o vale da ribeira de S. João, de novo coberto pela neblina.
Depois dos dias frios e secos, as primeiras chuvas tornam o vale da ribeira de S. João num local com tectos de neblina sob as encostas acastanhadas das folhas mortas caídas dos carvalhos e dos castanheiros, contrastando com os verdes dos pinheiros e das acácias.
A neblina insinua-se pelos vales confluentes.
Mais acima, já fora do vale e ... dentro da neblina.
No dia seguinte subi de novo a serra até ao planalto central, até à Catraia da Ti Joaquina. Desci pelo estradão que passa no Terreiro das Bruxas ...
... com vistas para o vale da ribeira de S. João, de novo coberto pela neblina.
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