terça-feira, 6 de outubro de 2015

Vai p'ra casa bichinho, vai ... shô

Março de 2015
(Serra da Lousã)

Não estava nada à espera de encontrar o bicho na serra. Bruxas e Dinossáurios já tinha visto mas ... ursos ...?!



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Ontem, no ano passado

4 de Outubro de 2014
(Serra da Estrela)

Há um ano atrás.
Bem vistas as coisas, ando sempre a coleccionar horizontes. E, bem vistas as coisas, ando nisto há muito tempo. Dantes, quando não tinha bike, fazia as colecções a pé. Na memória ficaram padrões complexos desse tempo, em que interagem emoções, imagens, sons ... de um modo dinâmico.


Nas Pedras Lavradas, cruzamento Loriga-Unhais da Serra-Vide. Aqui sopra sempre o vento.


Por ali, às voltas, a fazer a colecção








A banda sonora pode ser esta: Deer hunter
Bem vistas as coisas, o Deer hunter é um filme de horizontes e de memórias.

sábado, 3 de outubro de 2015

Reflexão

Outubro, 3, 2015

Amanhã há eleições. Hoje é "dia de reflexão". Como se tivéssemos andado todo este tempo a coleccionar cromos, os tivéssemos colocado dentro de um saco e hoje seria o dia de os despejar numa mesa e colocar alinhadinhos em fila à procura de um significado.  Este, depois o outro e mais um e... já está. Ora cá está a solução. Como se montássemos o puzzle e, num golpe de magia, surgisse a visão clara e limpa sobre os candidatos e os partidos e os programas. Nos últimos 4 anos andámos apenas a coleccionar. Não pensámos sobre o assunto. Hoje, "dia de reflexão", é que montamos o puzzle. Não antes. Antes coleccionamos; hoje reflectimos. Que treta.
A haver dia de reflexão deveria ter banda sonora. Por exemplo a de mestre Zappa a tocar guitarra na garagem do Joe "over by the dodge" depois do "central scrutinizer".

Pus-me a reflectir por onde andava há 4 anos, por altura das eleições de Julho de 2011.
Encontrei fotografias de Março de 2011.
Andava a mil metros de altitude, a pedalar com um companheiro, o Armando.


Andava a pedalar na Serra da Lousã com o planalto da serra da Estrela no horizonte coberto de neve e a serra do Açôr em primeiro plano (vê-se claramente o cone do Picoto da Cebola , por onde andava há cerca de 1 mês atrás).


E a reflexão leva-me a estes caminhos que ficaram impressos na memória a "bold". Ainda hoje subo 900 m para fazer os fazer e para olhar ao longe o Açôr e a Estrela.


Foi um dia claro e limpo; o oposto do que se passou nestes últimos 4 anos.

Hei Armando, é por aí abaixo?



Amanhã vou votar. A reflexão está feita.




quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Eleições 2015

30 de Setembro de 2015


Este é um blog de memória das pedaladas.
Não é hoje o caso. Esta é a primeira excepção.

Indo ao essencial:

Nunca antes, como nestes últimos anos, houve uma “agenda” política.
Uma agenda escondida, cínica, eficaz e odiosa.
Uma agenda anti-civilização.
Uma agenda cúmplice entre orgãos de poder e de soberania.
Uma agenda que desinvestiu na Ciência (entre outros pilares do bem-estar como a saúde, segurança social, educação), uma das áreas em que crescemos e contribuimos e trabalhámos afincadamente e fomos parceiros reconhecidos de uma comunidade internacional.
Tal desmantelamento de pilares civilizacionais varre (de alguma maneira) a Europa. Mas, aqui, a descrença, a ignorância, o tratar da vidinha, a apatia, o clubismo acrítico, a falta de memória, a incapacidade de organização formam uma nuvem muito pesada sobre as nossas cabeças.

Nunca antes fomos usados como cobaias em experiências económicas à escala do país com base num artigo de dois professores de Harvard que se mostrou ser baseado em premissas erradas. Nunca antes bailámos como marionetas num teatro manipulados por cordas cuja origem apenas vislumbramos e com os políticos eleitos na plateia a aplaudir. O principal artífice desta experiência em Portugal, o ministro das finanças, admitiu-o, resignando. Entra a ministra e lá vamos cantando e rindo como se nada se tivesse passado.



Por isso, não me venham dizer que é tudo a mesma coisa, que são todos iguais. Para além da mercearia do dia-a-dia e do curto-prazo há ideias e concepções  de sociedade e de civilização que são essenciais e têm impacto nas próximas décadas.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

A agitação breve do arbusto ...

Setembro de 2015
(Serra da Lousã)

... ou, "olha o Manoel de Oliveira das bikes".
Ou, "a sustentável leveza da pedalada".



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A linha fina entre a sombra e a realidade

Serra da Lousã
(Setembro 2015)

... ou, "olha o Stanley Kubrick das bikes" !
Ou, "2015 odisseia pedalística pelo vale da ribeira de S. João acima quase ao por-do-Sol"
Ou, "deixa cá ver se consigo filmar isto com alguma naturalidade enquanto pedalo"

O jogo de sombras é a realidade.


Até a sombra se diluir nos pixels


Ou até as sombras morrerem ao Sol



sábado, 26 de setembro de 2015

Já vi o mar do Cabeço Marigo

26 de Setembro de 2016
(Cabeço Marigo a 950 m de altitude na Serra da Lousã)

Hoje vejo um manto de nevoeiro que cobre todo o vale entre as serras da Lousã e do Caramulo.
O planalto da serra do Buçaco espreita por entre o nevoeiro à esquerda na fotografia.


As centenas de povoações e os milhares de pessoas que habitam o vale estão terão um dia cinzento, pelo menos até meio da manhã.
Já o adivinhava. São muitos anos a virar frangos. À saída da Lousã, quando comecei a subir a serra, previa que aos 400-500 m de altitude o Sol brilharia, intenso. É um fenómeno curioso. Há uma definição clara, uma transição nítida, uma linha fina que separa o nevoeiro do céu azul. Visto daqui a cobertura de nevoeiro é plana.


Na subida, vai-se pedalando na expectativa do céu azul.  Na descida, é mais do que o oposto. Não é apenas voltar ao nevoeiro. É como mergulhar num poço. À mediada que se desce, na zona de transição, começa a perceber-se o nevoeiro nos lábios e como um friozinho húmido na ponta da língua.
Pedalar aqui em cima neste dias torna tudo mais ... azul !


É uma viagem à Troposfera.