domingo, 1 de janeiro de 2017

O céu à noite no dia 31 de Dezembro 2016

31 de Dezembro de 2016

O céu estava limpo. Pelo anoitecer, mal o Sol se pôs, uns planetas brilhantes (talvez Marte e Júpiter porque Vénus já se tinha deitado) reflectiam a luz do Sol para os meus olhos. A compôr o ramalhete, um fiozinho de luz desenhava os contornos da Lua, em quarto-recente. Lá pelas 11 e tal da noite o céu cheio de estrelas, o friozinho cortante e a luz puríssima arrepiavam por dentro e por fora. Lá estava o sete-estrelo, como dizia a minha avó, e a Orion, com as 3 estrelas ao centro que representam a espada do mítico caçador Grego (e parece que a do meio não é uma estrela mas uma nebulosa ou uma galáxia). Depois, além destas, há mais centenas de milhares de milhões por ali, no céu. E nós aqui na Terra à volta de uma delas. Percebo isto há muito tempo. Passei muita noites a olhar o céu e a tentar imaginar a Terra de fora, de longe. Hoje basta ver imagens que a Voyager na sua viagem para Júpiter tirou da Terra a 6 mil milhões de Km (um pontinho brilhante, um pixel na fotografia) para perceber que não somos o centro do Universo. E aqui, neste planeta, nós, seres inteligentes, criámos uma civilização. Olhar o céu e perceber que se olha o passado porque a velocidade da luz é finita e o que são estrelas e porque brilham e que olhamos o Universo e que provavelmente houve um começo e que aqui, ao nosso lado, outros seres inteligentes, mais frágeis, que classificamos como mamíferos, aves, répteis ... e plantas ... são nossos parceiros neste planeta a viajar na imensidão do espaço, ajuda a perceber e a valorizar o que fazemos e a vida que temos. Não é nem humildade nem arrogância é apenas perceber as coisas como elas são. Inventámos palavras para o que conta, como amor, afecto,  fraternidade, saúde, beleza ...
Pronto, lá vamos nós dar mais uma volta ao Sol. Depois, caso a ignorância, a estupidez e os egos maiores que o sistema solar de alguns não dêem cabo disto tudo, provavelmente daremos outra.
Uma volta feliz para todos.

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