quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Foge-me a sombra

Agosto 2017


Foge-me e eu páro. Já não a conseguia agarrar. Daqui a pouco é noite. Fica por lá a sombra, a subir a serra. Eu desço. Daqui a pouco é noite, pois. E à noite todos os gatos são pardos e as sombras morrem. Diluem-se numa sombra gigante que liquefaz as sombras pequenas. Depois, pela manhã, vem a luz do Sol e mata a sombra gigante, fazendo nascer novas sombras aqui e ali. Ao longo do dia vão tomando diferentes formas, encontram-se umas com as outras e ainda bem porque se não houvesse sombras não sabíamos que havia luz. A maioria das vezes sabemos pelos contrastes. Por comparação. Observamos, comparando com um controlo, digamos assim.




Quando fugiu dei um grito. Embora tenha saído muito longe disso, o grito que queria dar era assim um grito como este que o extraordinário Bryan May - que além de guitarrista é matemático doutorado em astrofísica e um tipo dedicado ao bem estar dos animais, incluindo os humanos, e activo na defesa do ambiente neste planeta - faz neste solo de guitarra na Bohemian Rhapsody.



4 comentários:

  1. Ainda sábado ouvi um "Brian May" em Cantanhede na Expofacic :))
    Não era o próprio mas era uma muito boa imitação.
    Boa noite

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    1. Boa noite GM,
      não estás a falar de um tipo do Nuârte que tem uma música chamada chico fininho, pois não? Esse vi-o na Expofacic há um ano ou dois.

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  2. Não foi esse, foi uma banda de tributo aos Queen chamada "God Save the Queen"
    Brutal e o indivíduo que fazia de Brian May toca que se farta :)

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    1. Mas são tugas? Tenho que ouvir esse Brian

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