sexta-feira, 29 de julho de 2016

O dia tem que terminar de alguma maneira

Serra da Lousã
(Julho 2016)

A Quinta-feira quente terminou vermelha, e laranja, e amarela, e incendiada. Isto em grande parte da subida e 1/4 da descida. O resto foi uma descida já com pouca luz, em semi-escuridão, sobretudo nas zonas em que as árvores fazem uma abóbada sobre a estrada, com insectos a esmagarem-se contra a cara e os braços (nestas descidas com pouca luz no Verão é essencial manter a boca fechada), e aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh com o vento fresco a deslizar sobre o corpo ainda ligeiramente suado da subida, primeiro provocando uns ligeiros arrepios, e como sabe bem um arrepio depois da tarde quente, e logo mais macio, o vento, e é um lugar-comum mas é isso mesmo, o vento acariciando a pele, e a noite que cai, e as luzes que começam a perceber-se cá em baixo no vale, como pirilampos, e, se não fizermos um esforço para perceber que se vai ali a deslizar estrada abaixo sobre duas rodas, quase que parece uma viagem virtual, é que a sensação de bem-estar e de beleza mete-se na pele de modo inconsciente e nem sei bem se vale a pena forçar a consciência disso mesmo.


























E agora? Vou para onde a partir daqui?



2 comentários:

  1. Uma hora fantástica para pedalar, essa em que o pôr-do-sol nos brinda com vários tons de cor.

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    1. E tu aí, junto ao mar, deves também ter já umas belas experiências de ocasos a pedalar. Aqui na serra um pequeno problema é que se a gente se distrai tem que se fazer a descida à escuras. Quem é que se lembra de levar luzes sob o Sol quente pela serra acima ? :)

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