quarta-feira, 11 de maio de 2016

Chuva a preto e branco

Serra da Lousã
(Maio 2016)


A chuva em cortina, miudinha, que se aproxima de mansinho trazida pelo vento. Vemo-la ao fundo, desfocando a paisagem e sabemos que vai chegar e que inexoravelmente vamos ficar debaixo da cortina. E, às tantas, atravessaram-se-me na memória as palavras do outro para a Suzanne misturadas com a chuva: and you know that 'the rain' will come but that´s why you wanna be there
(Leonard Cohen - Suzanne)


Depois passa. O tempo instável faz modificações extraordinárias na paisagem. Deve ser a luz,  as variações da luz. O Sol espreita e


e é isto. O Sol e a água (mais o dióxido de carbono que nós produzimos no nosso organismo e que é um gás de estufa e tal e o aquecimento global e estes assuntos em que há por aí muita polémica e informação atabalhoada e tal e muita teoria do achismo - eu acho isto, tu achas aquilo, ele acha outra coisa qualquer, e nós achamos todos juntos e volta tudo ao início para mais uma volta, mais uma viagem ... -  mas que agora não vem ao caso) puxam a vida com força, ou semeiam a vida, por todo o lado.



E o tempo instável são as nuvens a correr no céu








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